19 de ago de 2011

MUDAR, SIM... DEIXAR O TAIJI, NÃO!

Depois do artigo da Violet Li, motivando-nos  a levar nosso Taiji para onde formos, trazemos para vocês o depoimento de nosso aluno Rossano Gambeta. Rossano chegou a pouco tempo em Brasília, e é a prova viva de que você não só deve [e pode!] levar seu Taiji para onde for, mas também buscar meios de perseverar na sua prática, mesmo quando a vida dá uma guinada e muda todo o seu rumo! Rossano, seja muito bem-vindo à família IFTB!

"O primeiro contato que tive com o Taijiquan foi em 2000, em Porto Alegre, e devo admitir que não foi algo facil de achar. Se não me engano estava aprendendo o Taiji 24 formas. Quando fui para o Rio de Janeiro fazer o meu doutorado, entre 2001 e 2006, tentei recomeçar por outras 3 vezes, mas a distância e custo inviabilizaram o projeto.

Após o doutorado, em 2006, fui para Santo André [SP], onde encontrei uma academia perto de minha casa. Lá conhecei o Grão Mestre Chiu Ping Lok, criador do estilo de Kung Fu Fei Hok Phai, e seu irmão o Mestre Lee Wai Yin. Nesse ponto comecei a aprender com eles, respectivamente, formas de Taijiquan estilo Yang [derivadas do Mestre Cheng Man Ching] e as formas modernas. Nesse período participei de campeonatos, apresentações, e comecei a ensinar na academia como instrutor, até o falecimento de ambos os mestres em 2009. No último campeonato do qual participei acabei encontrando o mestre Chen Guo Suo, com quem treinei Zhou Yi Quan praticamente até um ano antes de vir para Brasília.

Nesse período também fui 'adotado' pelo grupo de Taijiquan que no 'Parcão', em Porto Alegre, com o amigo Elio Lee, treina o Taijiquan estilo Yang e o estilo moderno.  Dessa vez, vislumbrando o longo caminho que teria pela frente, resolvi treinar também na Sociedade Brasileira da Tai Chi Chuan [SBTCC] o estilo Yang ligado a uma família tradicional da Taijiquan - no caso o mestre Yang Zhenduo -, não só para ter um treinamento dentro de uma metodologia, mas para encontrar um sentido em tudo que já havia aprendido com meus dois primeiros mestres.

No inicio de 2010 eu já tinha certeza que viria para Brasília, e então começaram todas as dúvidas: 'Se foi tão difícil de achar um bom mestre em São Paulo, como vou fazer em Brasília?'

Logo parti para as pesquisas na Internet, e algum tempo depois de começar a procurar me deparei com o IFTB, sendo que a primeira coisa que me chamou a atenção foi a ligação direta com o Grão-Mestre Chen Xiaowang; e a segunda a mentalidade aberta com relação a outros estilos de Taijiquan.

Chegando aqui, mais surpresas: um grupo de pessoas boas, alegres e que praticam o Taijiquan a sério; bem como uma viagem para China, para ir treinar no berço do Taijiquan, diretamente com o Grão-Mestre do estilo Chen. Fora o incentivo para participar de seminários com o objetivo de treinar com outros mestres do estilo.

Tudo isso mostrou para mim a seriedade com que o assunto é tratado no IFTB, e acredito que pela primeira vez eu realmente tenho certeza que encontrei o meu lugar para ficar treinando pelos anos que virão, e que no final do caminho talvez eu consiga entender um pouco melhor o que é o Taijiquan."
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